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Mesa Redonda – Festival In

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Inserido no Festival In, que decorreu em Lisboa de 14 a 17 novembro, o Chapitô promoveu uma mesa-redonda sobre o tema Inovação Social: Formação, Arte e Cidadania, com a presença de Álvaro Covões (Everything Is New), Hugo Seabra (F. C. Gulbenkian), Pedro Morais (Sector 3) e com a moderação de Fernanda Freitas (Jornalista) - querendo contribuir decisivamente para a reflexão sobre as praxis educativas, sociais, artísticas e culturais e desafiando o conceito de empreendorismo para a gramática da cidadania. Pelo Chapitô estiveram Teresa Ricou e Orlando Garcia.

 

Foi unânime a ideia de que a Formação em Artes é imprescindível para exercício da cidadania, na medida em que permite ultrapassar preconceitos e torna os cidadãos mais criativos e intervenientes.

“Eu diria que a formação em Artes deveria integrar o currículo até ao 12ºano”, afirmou Álvaro Covões. E acrescentou ainda a necessidade de se continuar a investir nas indústrias criativas num país como Portugal com um grande potencial para o desenvolvimento do turismo.

 

Hugo Seabra destacou o papel do Chapitô, bem como de outros projetos apoiados pela Gulbenkian, como a Orquestra Geração, que têm realizado um trabalho notável na formação através da arte, assumindo um papel interventivo e preventivo na sociedade. A este propósito Teresa Ricou afirmou a urgência de dar oportunidades, “pois há muitos talentos em Portugal”.

 

Um outro tema de reflexão prendeu-se com o empreendedorismo. Pedro Morais relembrou em traços gerais a história do Chapitô e da sua fundadora, Teresa Ricou, como exemplos de empreendedorismo. Efetivamente, o Chapitô tem desenvolvido um trabalho ímpar na intervenção social, acreditando na transformação da sociedade através das artes com uma visão disruptiva e uma atitude resiliente face às contrariedades que emergem quotidianamente.

 

Percebeu-se que este entendimento do empreendedorismo tem de ser cada vez mais desenvolvido na própria sociedade civil, com uma autonomia em relação ao Estado. O Chapitô é um exemplo desta linha de atuação.

 

Através de uma dinâmica de economia social, consegue promover a sua autonomia, exigindo a implicação do poder central e do poder local, da classe empresarial, das fundações e da própria sociedade civil enquanto ONGD.  Todos envolvidos na formação de uma sociedade focalizada numa juventude à espreita da grande oportunidade, relembrou Teresa Ricou.

 

O Chapitô é o exemplo do empreendedorismo para prevenir, para incluir, para formar, para provocar as comunidades de modo a que se reorganizem na reinvenção de soluções”, concluiu Orlando Garcia.

 

mesa redonda festival in 2013