Editorial

NATAL, NATAL, NATAL!

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Natal, Natal, Natal, é todos os dias e é de toda a gente!!!

O Natal faz parte do enorme património de todas as Religiões, as quais foram recriando, de forma diversa, os antigos ritos solsticiais do nascimento e da renovação do mundo, da vida e de cada um de nós.

É um tempo propício à consciência da nossa condição fraterna de cidadãos de uma só Terra, a nossa casa comum. É a globalização vista pelo seu lado solar, pela sua dimensão de esperança e de luz – unidos, ainda que individualmente distintos, no desejo da Paz, do Amor, da Solidariedade.

A força simbólica do Natal funda um outro tempo, abrindo uma fissura que nos permite vislumbrar outras dimensões de nós. E para além dos hábitos de consumo que nos enredam, mas que anseiam ser pontes para o encontro, o Natal institui uma morada, um abrigo, para cada um e para todos os seres humanos. No presépio da tradição cristã, a Gruta, a Cabana, a Casa, onde nasce a Criança, assume a centralidade de um cosmos onde tudo está certo e perfeito.

Amigas e Amigos, que este Natal que também se quer de Festa, na boa tradição do encontro à volta da mesa, da troca de prendas, das luzes, da música, seja um tempo em que, indo às raízes da nossa cultura, oiçamos Platão com a sua trilogia de virtudes para nos fazemos melhores humanos – Bondade, Beleza e Sabedoria.

Nessa vivência ética, em íntimo diálogo com a estética, convocamos um Futuro sem lugar para indiferenças e injustiças.

No frio Dezembro, com os últimos raios de sol do ano de 2018, o Natal chama-nos para o calor da comunhão entre todos, promessa de novo ano e melhor ano.

Que 2019 se apresente num céu aberto, cheio de luz, para a todos fazer brilhar!



Teresa Ricou






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